Perdido ou derrotado?

O Brasil, desde o primeiro grito de
não vai ter copa“,
se tornou um colecionador
de derrotas.

Valter Caldana

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Terrorismo

Se por um lado o atentado contra a vida da vereadora diz muito sobre nós todos e o momento político que vivemos, os comentários que dizem “não se fala nada dos outros mortos, não se fala da morte de policiais” dizem ainda mais.

Somos uma sociedade que perdeu a capacidade cognitiva de compreender o que é uma autoridade pública eleita, qual sua condição simbólica coletiva e qual seu papel na estruturação do tecido social. Por isso somos hoje uma sociedade sem Lei, uma sociedade sem garantias ao cidadão e à cidadania.

O atentado a uma autoridade pública não é igual a um assassinato de qualquer natureza, crime hediondo e imperdoável. O atentado a uma autoridade pública é um atentado à própria sociedade. É um ato de terrorismo.

Puro e simples terrorismo.

Valter Caldana.

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Alienação ou idiotia?

Dezenas, talvez centenas de posts
exigindo apuração rápida e transparente
do assassinato da vereadora.

Juro que não sei se isso é
escárnio, alienação
ou a mais pura idiotia.

Valter Caldana

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Assim é se lhe parece

A partir dos anos 1990 houve uma diluição de conceitos, diluição esta a serviço de uma série de interesses ás vezes até antagônicos entre si mas todos eles disputando a hegemonia mundial.

Conceitos diluídos servem, acima de tudo, para empalidecer, enevoar a consciência de si mesmo…

Um dos conceitos que foram diluídos foi o de países desenvolvidos e países subdesenvolvidos.

Porém, tanto “nuns” quanto noutros, a realidade insiste em reafirmá-lo. E não é tão difícil saber de que lado continuamos.

Valter Caldana

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Trilema

DE DILEMA EM DILEMA SE CHEGA A UM TRILEMA

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A alteração da Lei de Zoneamento de São Paulo vive hoje um dilema:

Vendida inicialmente como uma emergência conjuntural, tratou de mexer em elementos estruturais.

Aí a emergência passou e se desnudou que se tratava apenas de mexer, de fato, em questões estruturais. Mexer numa Lei que sequer completara dois anos e cujos mecanismos de aplicação tampouco haviam sido regulamentados. Cujas mexidas, por óbvio, alterariam um pacto recém definido entre dezenas, centenas de agentes produtores da cidade, o que certamente desagrada a todos menos um.

E qual o dilema?

O dilema é que, se passar a Lei, com qualquer configuração, restará uma sensação de que não se cumpriu um pacto. E que, portanto, pactos envolvendo o executivo, o legislativo e a sociedade organizada nada valem.

E, como nada valem, podem ser mudados ao sabor dos governos e das legislaturas de plantão. Ou seja, a Lei de longo prazo nada vale.

Por outro lado, se encaminha projetos de privatização e concessão com prazos de 35 (parques), 40 anos ( ônibus). Isto sem falar dos eternos e irreversíveis, que são as vendas de terra.

Vele? Ou não vale?

O legislativo que se desmente em menos de dois anos garante a estabilidade da privatização como aparentemente não garante a estabilidade da legislação de produção da cidade? Ou pagaremos, de novo, varias vezes a mesma conta, como sempre?

Valter Caldana

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