Diálogo de Surdos

Sexta feira passada participei de um excelente seminário promovido pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura sobre a importância da preservação e do tombamento do patrimônio.
Ao final, fui severamente repreendido por uma participante do seminário por ter usado a expressão “cria-se um diálogo de surdos”.
Confesso que um pouco atordoado, eu obviamente me desculpei com toda a sinceridade por tê-la ofendido ou a quem que que fosse, presente ou ausente na ocasião.
E esta é a pura verdade. Quem me conhece ou convive comigo sabe que ofender por acaso ou por metáforas está longe de meu modo de ser…
Ademais, como gordo, ou obeso mórbido como gostam de dizer os especialistas (ainda bem que em italiano mórbido quer dizer macio…) sou mais do que treinado a conviver com o preconceito, a inadaptação e até mesmo a agressividade difusa da sociedade com o que é ‘diferente’. Mas, também, com a empatia, a misericórdia e a solidariedade.
Por isso mais do que compreendo, me solidarizo com a senhora que se sentiu ofendida por eu ter usado uma expressão idiomática consagrada.
Mas, no trânsito do caminho de volta, refletindo muito sobre o ocorrido, me ficou a certeza de que, gordo ou surdo, o que vale é eu poder falar e ela poder reclamar, e vice-versa.
E ambos aprendermos a fazer melhor.

Valter Caldana

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I / 0

Turma, não‼️
O dilema NÃO é entre ditadura e corrupção.
O Brasil deixou de ser binário em 1808.

Valter Caldana

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Controlaltdel

Um [ctrl+alt+del] a cada 30 anos

Em 1960 o Brasil elegeu Jânio contra a corrupção. Deu no que demos.

Em 1989 o Brasil elegeu Collor contra a corrupção. Deu naquilo.

Em 2018 o Brasil ameaça fazer a mesma coisa…

Pergunta: o que tem em comum nas três frases?

Valter Caldana.

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Facista!

Reforçando o alerta do prof. Yokota San
FACISTA é usuário do facebook!!

Valter Caldana.

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Eu avisei!!

Os mais chegados da lista sabem que sempre fui mais conservador que meu pai. Mas, isto não quer dizer que ele não tenha sido meu maior professor. Ao contrário, graças às discordâncias e talvez por isso mesmo pude aprender muito com ele. Sobretudo a tolerância e o gosto pela Democracia.

Um das coisas que ele me ensinou sobre a maturidade, e hoje vejo que mais uma vez ele tinha toda razão, é que, como dizia, “você chega num ponto da vida em que não dá para ficar feliz ou se contentar em dizer ‘eu avisei’…” . Mas, ele avisou.

Valter Caldana

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